14 de abril de 2024, Porto Alegre / RS

Poderoso Secretário de Educação e Cultura do GOB RS discursa na homenagem realizada pela na Câmara Municipal de Porto Alegre

Excelentíssimo Senhor Vereador Cássio Trogildo, Presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre, Excelentíssimos Senhores Vereadores e Senhoras Vereadoras,

O Grande Oriente do Brasil é e está imensamente grato pela homenagem. O Grão-Mestre, Jorge Pedron, impedido de se fazer presente, neste ato está representado por seu Grão-Mestre Adjunto, José Fernando Clementel de Fraga, que se fez acompanhar pelos Grandes Secretários do GOB / RS: do Interior e Relações Públicas – Luiz Carlos Rodrigues Padilha, da Educação e Cultura, este que vos fala. Outras autoridades e diversos Maçons, aos quais faço o meu respeitoso cumprimento.

Os referidos e inclusive os Maçons ausentes, sentem-se honrados e felizes pela lembrança da passagem dos 195 anos do Grande Oriente do Brasil, por essa Colenda entidade representativa do povo porto-alegrense, convidado para este ato de consideração, ou homenagem, o Grande Oriente do Brasil – Rio Grande do Sul.

Faço essa distinção porque o GOB-RS foi instalado pelo próprio Poder Central maçônico para promover a reunião dos Maçons, neste Estado, tendo por objetivo o estudo e prática da doutrina e filosofia da Maçonaria, com finalidade educativa, social e filantrópica, voltada ao serviço e auxílio da comunidade em geral.

Permitam, como registro a essa data comemorativa dos 195 anos, agradecer as amáveis palavras proferidas em favor da Maçonaria, em especial, ao Grande Oriente do Brasil, e que traga à lembrança, a respeito da história, além dos fatos já referidos pelo Exmo. Senhor Presidente, Vereador Cássio, Vereador Cecchin, Vereador Pujol, Vereadora Monica Leal, Vereador Bins Ely, Vereadora Nádia, o seguinte:

As primeiras lojas no Brasil formaram-se por iniciativa de um pequeno número de maçons, admitidos nos segredos da Ordem no exterior e criaram ou encontraram espaços de atuação nos clubes ou sociedades de cunho liberal “os gabinetes de leitura”, citados como o exemplo mais expressivo, vamos dizer, de embriões da Maçonaria.

A partir desses, foram criadas as Lojas, tal como consta da Ata de 17 de junho de 1822, a Loja Comércio e Artes; única até então regular, composta por mais de noventa Maçons, que em Assembleia do Povo Maçônico Brasileiro erigiu mais duas Lojas que receberam a denominação de União e Tranquilidade e Esperança de Niterói. Isso porque era um dos principais requisitos da legislação da Grande Loja Unida da Inglaterra, a existência de três Lojas regulares para que fosse instituído o Grande Oriente do Brasil.

Portanto, a criação do Grande Oriente do Brasil, primeira Ordem Maçônica do território brasileiro, foi um feito de reunião de forças para que nos anos posteriores, fosse ele ser partícipe dos grandes acontecimentos políticos sociais da história do Brasil.

Antes, porém, com as manifestações de José Bonifácio e o pedido de José Clemente Pereira, presidente do Senado, ambos Maçons, D. Pedro I conheceu a força e a influência maçônica, entendendo, pois, o recado dizendo: “Diga ao povo que fico”!

O primeiro passo dos Maçons foi o “Fico”, de 9 de janeiro para depois conseguir a independência do Brasil.

O Grande Oriente do Brasil é merecedor sim dessa consideração especial porque é onde tudo começou na Maçonaria Brasileira e pelo que representou e representa para o país, pelos seus reconhecimentos internacionais, pelo carisma de obediência maçônica com grande lastro histórico e pelo patrimônio de quase dois séculos de trabalho pelo Brasil.

Por outro lado, pensa-se que, no Rio Grande do Sul, as agremiações de Maçons formaram-se não só com Maçons provenientes do centro de nosso país, mas, também, como escreveu Antônio Augusto Fagundes, com Maçons formados por outros: próceres da hierarquia maçônica tal como San Martin e Carlos Alvear, fundadores de Lojas na Argentina e no Uruguai, que sob a orientação destes se organizaram Triângulos e Lojas nos municípios de Pelotas, Rio Grande e Rio Pardo, além das de Porto Alegre, é claro.

Sem levar em conta as considerações sobre as pequenas agremiações, de fato, a primeira loja maçônica que comprovadamente se instalou no Estado, é a Filantropia e Liberdade, fundada em 25 de dezembro de 1831, na cidade de Porto Alegre, mas pelo Grande Oriente do Passeio. Presidida pelo militar e grande líder da Revolução Farroupilha Bento Gonçalves.

Outras Lojas, de forma regular, foram instaladas, mas a primeira sob os auspícios do Grande Oriente do Brasil, foi a Razão e Virtude n.º 23, em Santo Antônio da Patrulha, fundada em 2 de setembro de 1833.

Com base nesse registro, o Grande Oriente do Brasil – Rio Grande do Sul, sob o pensamento, não de disjunção, mas de estabelecer o começo da Maçonaria no nosso Estado, quer a sua certificação para se afirmar que ela, oficialmente, ocorreu em 2 de setembro de 1833, portanto, se assim for, completará 184 anos no mês de setembro próximo.

Por fim, rogamos ao Supremo Criador que nos proteja e nos conceda sabedoria para seguir a linha de intenções e realizações promovidas no início da História do Grande Oriente do Brasil, no sentido do firmamento social de nossa pátria, para que, continuamente, sejamos merecedores de atos de consideração tal como a Egrégia Câmara de Vereadores, por iniciativa do Exmo. Presidente, Vereador Cássio Trogildo, está nos prestando na data de hoje.

Muito obrigado!

Luiz Fachin
Secr. Educação e Cultura GOB / RS

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